Vibecoding é criar software em modo de fluxo: partir de uma ideia, descrevê-la com texto ou voz e usar ferramentas de IA para construir rápido, prototipar e testar sem ficar preso, desde o início, a regras rígidas. Parece libertador, mas também abre dilemas reais quando você quer levar isso para produção.
O que significa “vibecoding” e por que está tão em alta?
Vibecoding é entendido como uma forma informal e criativa de programar. A prioridade não é seguir ao pé da letra arquiteturas formais ou melhores práticas, e sim:
- entrar no flow
- experimentar rápido
- construir guiado por intuição e velocidade
- lançar algo para ver o que acontece no mundo real
A tendência vem de algo muito concreto: hoje você pode pedir para uma IA “faça um app”, “faça um jogo” ou “prototipe isso” e obter resultados iteráveis em minutos.
Qual é a relação entre vibecoding, low-code e no-code?
Isso se conecta com uma discussão que já conhecemos: low-code/no-code. A lógica é parecida:
- são ferramentas para criar mais rápido
- permitem que mais pessoas construam coisas
- incomodam quem sente que “se você é programador, não deveria usá-las”
A ideia central é simples: são ferramentas. O conflito aparece quando se confunde “fazer funcionar” com “fazer bem feito”.
É possível vibecodar sem saber programar?
Sim. Com ChatGPT ou ferramentas similares, alguém pode construir com:
- texto
- áudio
- iteração por tentativa e erro
Até em exemplos do dia a dia: pedir um app ou um jogo, receber um resultado, iterar e compor um produto. Isso reduz muito a barreira de entrada.
Onde aparece a dor quando você vibecoda para usuários reais?
O problema não é criar. O problema começa quando pessoas reais vão usar.
Quando você lança um app, surgem fatores que o protótipo não revela:
- o usuário encontra casos raros
- surgem fricções e expectativas
- o problema real às vezes não se resolve, mesmo que pareça bonito
Aí entra o dilema: muitos apps vibecodados podem ficar em demo, ou chegar a produção com bases fracas para crescer.
O que acontece com escalabilidade e arquitetura no vibecoding?
Vibecoding sem controle funciona para testar ideias, mas pode falhar quando você precisa:
- escalar
- sustentar uma base técnica sólida
- ter decisões arquiteturais com intenção
O app pode ser construído só por construir, apenas porque o prompt pediu, sem responder perguntas como:
- como a informação será armazenada?
- o usuário poderá ter múltiplas paletas?
- será possível iterar uma paleta?
- qual estrutura sustenta isso amanhã?
Como alguém com experiência técnica vibecoda sem perder boas práticas?
Também dá para vibecodar com mais disciplina. Antes de pedir código, vale fazer trabalho prévio:
- baixar e entender requisitos
- validá-los e testar ideias com outras ferramentas
- montar um plano de desenvolvimento por fases
- acompanhar a IA para respeitar arquitetura e boas práticas
Assim você não apenas flui, mas flui de forma técnica e correta, buscando um resultado escalável.
Por que trabalhar por fases melhora os resultados no vibecoding?
Uma regra prática poderosa: dividir o trabalho em fases e limitar cada fase a no máximo 4 tarefas ou subtarefas.
O benefício é direto:
- reduz o caos
- permite validar cada entrega
- analisa resultados antes de seguir
- evita que a IA faça tudo de uma vez
Isso transforma o vibecoding em um processo mais controlado, sem matar a velocidade.

